Instalação Recreio

18 a 23 Julho, 2017 – 09h00-24h00
// Parque Aquilino Ribeiro

Instalação
Conceção: Ana Seia de Matos e Raquel Balsa.
Apoios: Visotela, Hotel Avenida.
Criadores de abraçadores: ESAM (Beatriz Teixeira, Clara Figueiral, Erica Monteiro, Filipa Prada, Inês Flor, Joana Sá, João Tadeu, Mariana Costa, Mariana Leitão Joana Marques, Miguel Loureiro, Nuno Miguel, Ricardo Saul Ferreira.); Gira Sol Azul (BentosPintos, Isabel, RibeirosAugustos); Jardim das Sementinhas; ES Viriato (Ana Leão, Bárbara Monteiro, Daniela Costa, Inês Coelho, Inês Oliveira, Olavo Sousa “KYRO”, Ricardo Cálix, Sara Ribeiro, Simão Bernardo, Teresa Gazurová.).
Colaboradores na criação de abraçadores: Paula Soares, Teresa Eça.
Ideia original para os sussurradores: Ana Rita Antunes
Horário: Exposição – 18 a 23 Julho, 09h00-24h00.

O projeto
Recreio nasceu com o Festival de Jazz de Viseu para criar zonas de fruição no Parque Aquilino Ribeiro, um notável espaço verde no centro de Viseu a que as autoras pretendem prestar homenagem apropriando-se dele e tornando-o mais nosso.

Esta é uma instalação lúdica com componentes interativas distribuída em 7 módulos pelo parque: desde abraçadores de árvores a percursos sensoriais, passando por zonas de escuta ativa ou contemplação onde os visitantes podem deixar uma mensagem.

Memória Descritiva

O Nosso Parque Aquilino Ribeiro
Num espaço tão magnífico como o Nosso Parque resta-nos pouco para além de o admirar e nos redescobrirmos com ele e é por isso que, nalguns pontos da instalação Recreio, podemos intervir e partilhar o nosso registo, a nossa mensagem, a nossa marca. Zonas de estar e de passagem passam a ser pequenos murais, pequenas janelas.

Abraçar com as escolas de Viseu
Os abraçadores de árvores, intervencionados plástica e poeticamente por alunos e colaboradores de Viseu, envolvem cingidamente troncos com imagens e palavras, convidando a explorar a zona mais densa do parque, onde nos podemos perder. Porque, para conhecer uma árvore, é preciso metermo-nos dentro dela, respirar com ela, abraçá-la. Para ver uma árvore não basta “não ser cego”, é preciso usufruí-la.
Para este processo inclusivo foram-nos preciosas as professoras Paula Soares, Teresa Eça e outros colaboradores de Viseu que, mesmo no final do ano letivo, nos abriram os braços deixando-nos invadir as salas de aulas para apresentar o projeto e pedir aos alunos para “abraçarem uma árvore”.

Questões que nos acompanham numa exploração sensorial
O poema “Não basta abrir a janela” de Alberto Caeiro serve de inspiração não só aos abraçadores de árvores como às questões que acompanham cada zona da instalação Recreio. São questões que nos interpelam e nos aproximam de nós e do que nos rodeia ao lembrar-nos de coisas simples e essenciais como olhar para o céu, escutar ou abrir uma janela.

Percurso sensorial e refúgio
Na zona mais aberta do parque, de relvados e do lago, a instalação Recreio vive mais da exploração sensorial.
Com percursos onde caminhamos sobre o céu, exploramos um refúgio onde a terra e o ar se cruzam ou sussurramos palavras, são momentos repletos de sensações, descoberta e fruição.
Textura, cor e lúdico são palavras que também definem esta área pontuada a jogos: ora agigantados, ora resgatados da infância.

Upcycling e o contributo da comunidade
Não seria possível desenvolver o Recreio sem amigos, apoios e a comunidade. Desde os amigos que se têm abstido de deitar coisas ao lixo antes de nos perguntarem se “conseguimos fazer alguma coisa com aquilo” e que nos deixam invadir os seus espaços pessoais e de trabalho em busca de materiais para transformar, passando por membros da nossa comunidade como a Visotela ou o Hotel Avenida —que nos deixou explorar a zona em obras para recolher tudo o que pudesse ser reutilizado—, ou mesmo algumas lojas que têm guardado material que vamos recolhendo. Só podemos abraçá-los demoradamente e através da própria instalação que será o Recreio. Onde teremos todos tempo para brincar.

Com o projeto Recreio queremos ter permissão para brincar, para estar, para escutar, para abraçar o nosso Parque Aquilino Ribeiro e dançarmos todos ao som deste jazz.