Quinteto de Jazz de Viseu – 30 anos

20 Julho, 2016 – 22h00
// Museu Nacional Grão Vasco

Concerto: Jazz
Duração: 60 min. aprox.
Com: Luís Lapa (guitarra), Paulo Lemos (guitarra), Carlos Peninha (Teclados e Guitarra); Pedro Lemos (Baixo elétrico); Acácio “Salero” Cardoso (Bateria)

Em 2016 celebra-se 30 anos que um grupo de cinco amigos de Viseu, estudantes nos Conservatórios de Música de Aveiro, Viseu e Porto, decidiram complementar os seus estudos clássicos com a aprendizagem de uma nova linguagem musical, que de uma forma inata já procuravam e praticavam de forma autodidata. O Jazz, que se manifestava nos inúmeros discos de vinil de bandas de fusão e também o chamado Jazz Rock copiado e ouvido nas cassetes que se partilhavam, já anunciavam todo um universo musical em que a improvisação reinava e atraía a atenção destes jovens músicos. A Escola de Jazz do Porto foi então o destino escolhido para o estudo do Jazz. A recém aberta IP5 foi o alívio da estrada nacional que serpenteia paralela ao rio Vouga, que apesar de tortuosa, quando das idas a Aveiro, deixou lembranças inesquecíveis em episódios irrepetíveis que cimentaram amizades marcantes. Esta reunião, 30 anos depois, serve o propósito da celebração dessa amizade que sobreviveu, apesar de alguma distância que a vida de cada uma destas pessoas se encarregou de criar. Pensamos que este reencontro em palco vai revelar, mais do que alguma nostalgia natural, a interação de cinco músicos que continuam com o olhar no futuro, e que pensam que o melhor da sua criatividade será sempre o próximo projeto.

LUÍS LAPA

Músico natural da cidade de Viseu. Dedicou toda a sua vida à música sem nunca ter exercido outra atividade profissional. Como músico, tocou em centenas de concertos em Portugal e no estrangeiro sendo de destacar as participações no Festival de Jazz do Porto 2004 e Jazzin’ Tondela 2005. Representou Portugal em 1993 no Brasil, ao integrar com o seu Quarteto de Jazz, a comitiva de artes Portuguesa, presente no Recife sob o projeto Cumplicidades. Grupos com os quais tocou e compôs grande parte do repertório: Quinteto de Jazz de Viseu (jazz); Jam Jazz Group (jazz fusão); Orquestra de Jazz do Porto (big band jazz); Trio de Jazz do Porto (jazz); Septeto de Jazz do Porto (jazz); Quinteto Bebop (jazz); Quarteto Ornette (jazz); Quarteto de Jazz de Luís Lapa (jazz moderno); Rachim Ausar Sahu’s Flying Kitchen (jazz moderno); Ópium (jazz fusão); Trilhos (world music); Mr. Funk (funk); Batatas a Murro (rock n’ roll); Tira Ke Dói (pop rock); Luís Lapa & Corpo de Intervenção (jazz fusão); Luís Lapa & Acoustic Line (jazz acústico); Triplet (música improvisada); Puzzle Trio (música improvisada); Duo ProD’Ut (música improvisada); Luís Lapa & T4 (jazz moderno); Acácio Salero Secret Apache (jazz moderno); ManDrax (jazz moderno); entre outros.
A sua primeira composição jazzística (Rafa Blue-1989) foi selecionada para a final do 1.º Concurso de Música Improvisada (1990), cuja final teve lugar no Coliseu do Porto e no qual saiu vencedor, o então já promissor pianista, Mário Laginha. Como professor de Improvisação e Guitarra Jazz ministrou inúmeros Workshops por todo o País, sendo de destacar os efetuados no Conservatório de Música de Coimbra, Conservatório de Música de Aveiro, Teatro Municipal da Guarda, Cine Teatro da Covilhã, Cine Teatro de Seia e Instituto Piaget de Viseu. Criou e elaborou o programa curricular do Centro de Estudos e Tecnologias Musicais de Viseu.

PAULO LEMOS

Nasceu em Viseu em Junho de 1963. Com 11 anos começou a tocar guitarra tendo estudado outros instrumentos. Estudou música no Conservatório de Aveiro, concluindo posteriormente os seus estudos musicais no Conservatório de Música do Porto. Frequentou a Escola de Jazz do Porto onde aprofundou os seus estudos na guitarra com os professores Joaquin Iglésias e Aires da Silva; nesta escola foi também professor de guitarra. Foi professor de formação musical na Escola de Jazz de Viseu. Foi elemento da Orquestra de Plectros de Viseu. Desde a música de intervenção até ao rock, participou em vários projetos musicais. Foi guitarrista da banda de Luís Portugal (Ex-Jáfumega), com quem gravou o primeiro registo ao vivo. Profissionalmente é professor de Educação Musical no Ensino Público.

CARLOS PENINHA

Guitarrista natural de Viseu, é um multi-instrumentista, que a partir de 1982 estudou nos conservatórios de Música de Aveiro, Porto e Viseu e também na Escola de Jazz do Porto onde estudou com Carlos Azevedo e Mário Barreiros. Em 1988, foi professor de piano jazz na Escola de Jazz do Porto e posteriormente profissionalizou-se como professor de Educação Musical na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Foi cofundador do Quinteto de Jazz de Viseu, o primeiro grupo de Viseu a tocar música de influência jazz, em 1986, onde tocou piano e compôs grande parte do reportório. Atualmente participa e dirige o projeto “Carlos Peninha Quarteto”, projeto de música improvisada que interpreta temas da sua autoria, que mantém há cerca de vinte anos, lidera o projeto “Tocar o Chão” com música da sua autoria sobre poemas de língua portuguesa, e assume a direção musical e arranjos do projeto The Soul Orquestra.
Carlos Peninha participou em inúmeros espetáculos nacionais e internacionais com eles esteve presente em diversos locais dos quais se destacam: Centro Cultural de la Villa, Madrid; SILA – Salão Internacional do Livro Africano, em Tenerife; Festival OLLIN KAN Portugal 2010; Festival POW WOW em Trogen, Suiça; Bardentreffen Festival 2009, Holanda; Theater Tri-bühne Stuttgart, Alemanha; Festival de Teatro Europeu de Stuttgart; Maputo, Moçambique; Festival “Music and Dance from around the World”, Reino Unido; Jazzin Tondela; Expo 98; Recife e Aracajú, Brasil; entre muitos outros.
Carlos Peninha é também criador das seguintes bandas sonoras para as seguintes peças de teatro: “Romeu e Julieta” (2014), produção do Teatro Viriato, encenação de Graeme Pulleyn; “Da minha vista ponto” (2008) produção do Teatro Regional da Serra do Montemuro, encenação de Graeme Pulleyn; ”É permitido fumar no intervalo” (1996) para o Entretanto Teatro, encenação de Júnior Sampaio; “Em Viagem” (2011), para Trigo Limpo Teatro ACERT em coautoria com A Cor da Língua, encenação de Pompeu José; ”Em Paz” (2006) para Trigo Limpo Teatro ACERT, encenação de José Rui Martins; “Materna Doçura” (2005) (autoria parcial) para Trigo Limpo Teatro ACERT, encenação de José Rui Martins; “Mamã Lusitânia” (2004) para Trigo Limpo Teatro ACERT, encenação de Marta Pazos; “Miango” (2003) para Trigo Limpo Teatro ACERT, encenação de José Rui Martins; ”Olá Classe Média” (2002) para Trigo Limpo Teatro ACERT, encenação de Pompeu José; ”Cadeiras” (2000) para Trigo Limpo Teatro ACERT, encenação de Pompeu José; ”Se Chovesse” (2000) para Trigo Limpo Teatro ACERT, encenação de Carla Torres; ”Vinte e Zinco” (1999) para Trigo Limpo Teatro ACERT, encenação de José Rui Martins.

Discografia/ Participações (CD):
“A Viagem do Elefante”, Luís Pastor e A Côr da Língua ACERT, 2014
“Especial Interfolk” – Toques do Caramulo, 2012
“Retoques” Toques do Caramulo, 2011
“Cantos da Língua”, 2006
“Totem” de NARF, 2007
“Pauta Inacabada”, homenagem a Sérgio Mestre, 2005
“Torna Viagem” (de José Medeiros) Disco que ganhou o Prémio José Afonso, 2005
“Gente feliz com lágrimas” CD e Banda Sonora da série televisiva da RTP Açores de José Medeiros, 2005
“Música deste tempo” de Paulo Lima, 2004
“Soltar a Língua” Trigo Limpo Teatro ACERT, 2001
“Luna del Plata” de Andrés Stagnaro (Uruguai), 2000
“Cinefilias e outras incertezas” de José Medeiros, 1999
“ManifestaSons”, 1996
“Ópera do Bandoleiro” de Carlos Clara Gomes, 1994

PEDRO LEMOS

Nasceu em Viseu, 1963. Com 11 anos começou na guitarra como autodidata. Mais tarde dedicou-se ao baixo elétrico, instrumento com o qual mais se identifica. Estudou música no Conservatório de Aveiro, concluindo posteriormente os seus estudos musicais no Conservatório de Música do Porto. Frequentou a Escola de Jazz do Porto onde estudou com o baixista Pedro Barreiros. Dois anos mais tarde leccionou baixo eléctrico na mesma Escola. As suas influências musicais são diversas… Música de Intervenção, Rock, Pop, Fusão, Jazz, etc. Trabalhou com vários músicos, tais como Carlos Clara Gomes, Luís Lapa, Carlos Peninha, Zeca Medeiros, Luís Portugal, Alexandre Manaia, Náná Sousa Dias, Francisco Reis, Rui Teixeira, Acácio Salero, Hélder Brazete, Vicky Marques, Marcos Cavaleiro, João Cunha, entre outros. Fez parte dos seguintes projetos musicais: Orquestra de Plectros de Viseu, Luís Lapa e o Corpo de Intervenção, Trilhos, Banda de Luís Portugal, Soltar a Língua – Projeto da ACERT (Tondela) e Big Triple. Profissionalmente, é professor de Educação Musical no Ensino Público.

ACÁCIO “SALERO” CARDOSO

Acácio “Salero” Cardoso nasceu em Viana do Castelo em 1967.
Aos 18 anos ingressou na Escola de Jazz do Porto na qual estudou com Mário Barreiros e onde mais tarde viria a lecionar. Foi membro fundador do Septeto de Jazz do Porto; da Orquestra de Jazz do Porto e do Quinteto de Jazz de Viseu. Em 1988, desloca-se a Madrid para participar em workshops com Adam Nussbaum, John Abercrombie, Jim McNealy, Jerry Bergonzi e Mike Richmond. Em 1990 e 91, participa em workshops com Kenny Washington, Alan Dawson, Sir Roland Hanna, Rufus Reid, Clark Terry, Hal Galper, Ira Gitler e Bill Pierce.
Em 1994, foi solicitado para codirigir com Bill Goodwin (baterista do Quinteto de Phil Woods) o programa de bateria e percussão para o Artico, uma organização patrocinada pela União Europeia, que realizou cursos para músicos profissionais na área de Lisboa.
Também autodidata no saxofone, estudou improvisação com o Prof. Alberto Jorge. Tem vindo a estudar saxofone alto e composição desde 1998. É cofundador do projeto de world music Adufes, uma encomenda feita pelo Comissariado da Expo 98. Participa no Colectivo Português de Percussão que, sob a direção de Max Roach, atuou no Festival de Jazz da Fundação Calouste Gulbenkian.
Gravou o disco “Which way what” do saxofonista compositor Patrick Brennan com a participação do contrabaixista Rachim Ausar Sahu. Efetuou vários concertos com esta banda tendo como solista convidado o trombonista Steve Swell, um dos grandes nomes da música improvisada mundial.
Faz parte do “Lisbon Improvisation Players” com o qual já gravou dois discos – “Lisbon Improvisation Players/Motion” – participaram com ele Rodrigo Amado (barítone e tenor saxofone), Steve Adams (sopranino & tenor saxophone), Ken Filiano (double bass).Participa com Paul Dunmall (sax tenor), Dave Kane (double bass), Rodrigo Amado (barítone saxofone) no Atlantic Waves 2003, integrado no Festival de Jazz da BBC em Londres.
É cofundador de um Ensemble de improvisação com 4 baterias (Acácio Salero, Marco Franco, José Salgueiro, Alexandre Frazão – TIM TIM por TIM TUM. Gravou um disco no qual participa um dos grandes bateristas da atualidade na música improvisada – Jim Black.Com os TIM TIM por TIM TUM participou no projeto de Nuno Rebelo – Guitarras Mutantes encomenda da Expo 98.
Carlos Azevedo Ensemble (encomenda do 9.º Festival de Jazz do Porto), Zé Eduardo Unit, Quarteto de Pedro Guedes, Trio de Sérgio Plágio, Trio de Pedro Madaleno.
No âmbito da pré inauguração da Casa da Música (Festival em Obra Aberta), tocou música de Carla Bley, dirigida pela própria e com a participação de Steve Swalow e Gary Valente.
Concerto de encerramento da Porto 2001 – Capital Europeia da Cultural, dirigida por Zé Eduardo interpretou obras de: António Pinho Vargas, António Pinto, Bernardo Sassetti, Carlos Azevedo, Laurent Filipe, Mário Laginha, Pedro Moreira e Zé Eduardo. Nesta ocasião participaram como músicos convidados três solistas de prestígio mundial: Bob Berg, Ingrid Jensen e Conrad Herwig.
Em 2002, em parceria com o prestigiado Remix Ensemble, interpreta a música do célebre disco da dupla Miles Davis/ Gil Evans “Sketches of Spain” dirigida pelo maestro Stephan Ashbury.
Em 2004, com o repertório original da Orquestra de Jazz de Matosinhos, participa num concerto no Teatro Rivoli, com um dos grandes solistas da atualidade, o saxofonista tenor, Mark Turner. Também nesse ano, inserido nas comemorações do Dia Mundial da Música, apresentam, no Centro Cultural de Belém, o saxofonista tenor Rich Perry.
Por encomenda do Festival de Jazz do Porto, em 2005 integra o Sexteto de Paulo Perfeito, no Festival de Jazz do Porto (Teatro Rivoli) com a peça Bodhi Suite.
Em 2007, dá início ao seu projeto “Acácio Salero – Secret Apache”, com composições suas. Estreia, nesse ano, este projeto na ACERT, passando pelo Cineteatro de São Pedro do Sul, Servartes, e em 2009, apresenta-se no 7.º Festival de Jazz do São Luís e no Sines em Jazz.
Em 2009/2010, é professor de bateria do Curso Livre na Escola de Arte de Sines.
Em 2011, cocria com Paulo Gomes, o Cool Jazz Trio.
Desde 2010 está a lecionar na Escola de Música da Valentim de Carvalho (Porto), Orfeão da Feira (St.ª Maria da Feira) e Escola 7 Notas na Maia.
Em 2011 cocria o Cool Jazz Tro com Paulo Gomes no Piano e Miguel Ângelo no Contrabaixo.
Em 2012, integra a Tribeca Jazz Band.
Em 2013, integra o grupo Funky Bones Factory e o trio MAP, ambos com disco gravados em Dezembro de 2013 e a serem lançados no primeiro semestre de 2014.  
Com o trio MAP faz duas digressões para França para apresentação do disco “The Zombie Wolf Playn’ The Blues On A Morning Day” . A segunda, integrada na quinzena do Festival de jazz de Marciac. Em 2015 lança o segundo disco dos MAP – Circo Voador.
Em 2015, integra o Trio de Filipe Teixeira com o lançamento do disco “Páginas” e o Quarteto do Guitarrista AP.
Mantem a sua atividade com Professor de música na Valentim de Carvalho e na Escola de Música 7 Notas.
Em 2016, cria um grupo de composições originais de sua autoria – “Salero’s – El Kapitan” que conta com o contrabaixista Miguel Ângelo, AP na guitarra e Zé Pedro Coelho no sax Tenor.