O Festival de Jazz de Viseu


Desde 2013 que o Festival de Jazz de Viseu tem procurado afirmar-se como um projeto de relevo e prestígio na região centro, destacando-se pelos concertos que organiza, mas também pelas diversas atividades que promove desde formação de jazz, música pela rua ou cinema musicado.

Organizado pela Associação Cultural Gira Sol Azul, as mais recentes edições do Festival de Jazz de Viseu, com o subtítulo “Que jazz é este?”, pautam-se por objetivos bem concretos: divulgar música jazz de qualidade; promover episódios de formação selecionada e perspetiva aberta; incentivar e investir em músicos e grupos da região apoiando a mostra do seu trabalho; envolver ativamente as comunidades mais e menos inusitadas; cimentar a sua dimensão internacional convidando músicos e coletivos de topo além-fronteiras e, acima de tudo, contribuir para a criatividade e troca de conhecimento.

Na mais recente edição que decorreu entre 1 e 5 de Agosto de 2018, o festival manteve uma boa parte do que o tem tornado num caso de sucesso: o palco principal que durante 4 dos 5 dias trouxe bandas de nível internacional, nomeadamente Richard Spaven, Étienne Mbappé e Omar. Em anos anteriores no mesmo palco já estiveram Troy Miller, Mariana Norton, Joy Rose, Freddie Gavita, Christophe Cravero, Jason Rebello, Preston Glasgow Lowe, Quentin Collins, Xantoné Blacq, Patches Stewart, Dominique DiPiazza, Kinga Głyk, Manuela Panizzo, entre outros); no palco after-hours onde o destaque vai para o jazz português de qualidade estiveram The Nada, Sócrates Bôrras Trio feat. Carlos Bica e Will Glaser com três talentos portugueses enquanto noutros anos podemos ouvir Bode Wilson, Axes e André Santos, Bruno Macedo, Hitchpop, Luís Lapa, The Rite of Trio, entre outros. Por fim, uma parceria com o Musiquim, traz a este festival outros estilos para lá do Jazz como o folk, indie, pop e rock, fazendo-se assim jus à expressão “Que jazz é este?”. Com ele já ouvimos em Viseu S. Pedro, Gonçalo, Francisco Sales, Mano a Mano, Minta & The Brook Trout, Birds Are Indie, Carbon feat. Emmy Curl, Galo Cant’às Duas, Golden Slumbers, e mais.

As atividades deste Festival concentram-se sobretudo no Parque Aquilino Ribeiro, pela sua beleza e conforto, pela delícia de nos sentar-nos na relva no pico do verão, pela natureza. Ainda assim há exceções. Concertos no Museu Nacional Grão Vasco ou na Pousada de Viseu bandas a tocar pelas ruas a semana inteira, Oficinas de música que visitam a Ala Pediátrica do Hospital S. Teotónio e o Estabelecimento Prisional de Viseu permitem-nos esticar os braços desta música por toda a cidade. Em 2018 viajámos com a Rádio Rossio alguns metros até ao Parque, para ficar a emitir durante todo o dia, entrevistando quem atuava, interagindo com quem nos visitava e claro, passando boa música. Com a colaboração do Escola Profissional da Jobra tivemos tocámos no Mercado Municipal, na Rua Direita, em varandas e outros lugares. Expandindo-se assim um registo que se provou feliz a levar a música pela cidade e a divulgar as diferentes ramificações do festival.

Na formação temos vindo a promover várias iniciativas, um Estágio com a Viseu Big Band, para músicos de sopro, o Workshop de Jazz de Viseu que completou a sua décima edição com um tremendo sucesso, e pontualmente outras formações como um Workshop de Rádio e masterclasses com vários artistas de renome.

O Festival de Jazz poderia ficar-se por aqui, mas nos últimos anos tem levado a cabo a realização de um mercado de bens variados e uma instalação artística “Recreio” que traz a perspetiva de artistas locais sobre como cruzar o espaço do Parque com a música.