O Festival de Jazz de Viseu


Desde 2013 que o Festival de Jazz de Viseu tem procurado afirmar-se como um projeto de relevo e prestígio na região centro, destacando-se pelos concertos que organiza, mas também pelas diversas atividades que promove desde formação de jazz, música pela rua ou cinema musicado.

Organizado pela Associação Cultural Gira Sol Azul, as mais recentes edições do Festival de Jazz de Viseu, com o subtítulo “Que jazz é este?”, pautam-se por objetivos bem concretos: divulgar música jazz de qualidade; promover episódios de formação selecionada e perspetiva aberta; incentivar e investir em músicos e grupos da região apoiando a mostra do seu trabalho; envolver ativamente as comunidades mais e menos inusitadas; cimentar a sua dimensão internacional convidando músicos e coletivos de topo além-fronteiras e, acima de tudo, contribuir para a criatividade e troca de conhecimento.

Na mais recente edição que decorreu entre 18 e 23 de Julho de 2017, o festival manteve uma boa parte do que o tem tornado num caso de sucesso: o palco principal que durante 4 dos 6 dias trouxe bandas de nível internacional, nomeadamente Xantoné Blacq, Patches Stewart, Dominique DiPiazza e Kinga Głyk Trio. Em anos anteriores no mesmo palco já estiveram Troy Miller, Mariana Norton, Joy Rose, Freddie Gavita, Christophe Cravero, Jason Rebello, Preston Glasgow Lowe, Quentin Collins, entre outros); no palco after-hours onde o destaque vai para o jazz português de qualidade estiveram Bode Wilson, Axes e André Santos enquanto noutros anos podemos ouvir Bruno Macedo, Hitchpop, Luís Lapa, The Rite of Trio, entre outros. Por fim, uma parceria com o Musiquim, traz a este festival outros estilos para lá do Jazz como o folk, indie, pop e rock, fazendo-se assim jus à expressão “Que jazz é este?”. Com ele já ouvimos em Viseu Minta & The Brook Trout, Birds Are Indie, Carbon feat. Emmy Curl, Galo Cant’às Duas, Golden Slumbers, e mais.

As atividades deste Festival concentram-se sobretudo no Parque Aquilino Ribeiro, pela sua beleza e conforto, pela delícia de nos sentar-nos na relva no pico do verão, pela natureza. Ainda assim há exceções. Concertos no Museu Nacional Grão Vasco, bandas a tocar pelas ruas a semana inteira, uma Rádio instalada na Praça da República e duas Jam Sessions com concertos de abertura (as mais recentes no Carmo’81) permitem-nos esticar os braços desta música por toda a cidade. Em 2017 tivemos a oportunidade de ir até à pediatria do Hospital S. Teotónio, tocámos no Mercado Municipal, na Central de Camionagem e outros lugares. Expandindo-se assim um registo que se provou feliz a levar a música pela cidade e a divulgar as diferentes ramificações do festival.

Na formação temos vindo a promover várias iniciativas, um Estágio com a Viseu Big Band, para músicos de sopro, o Workshop de Jazz de Viseu que completou a sua nona edição com um tremendo sucesso, e pontualmente outras formações como um Workshop de Rádio e masterclasses com vários artistas de renome.

O Festival de Jazz poderia ficar-se por aqui, mas nos últimos três anos tem levado a cabo a realização de um mercado de bens variados e uma instalação artística “Recreio” que todos os anos se renova e traz a perspetiva de artistas locais sobre como cruzar o espaço do Parque Aquilino Ribeiro com a música.